Following the sound of the bell
my breath brings me back
to the safe island of mindfulness
The Great Bell Chant (The End of Suffering) from R Smittenaar on Vimeo.
Blog de um Ultramaratonista e Triatleta Vegano: Nadar, pedalar, correr e coçar, é só começar!
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Yoga para corredores
Vídeo com dicas de exercícios de Yoga para auxiliar na corrida: (3m09s)
Veja 6 exercícios para correr melhor
Veja 6 exercícios para correr melhor
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Al borde del abismo
A culpa é um sentimento tão antigo quanto a história da humanidade. Parece que já nascemos com essa “tatuagem” em algum lugar do nosso ser.
Respire Aliviado
Ujjayi (ud = para cima, de nível superior, soprar, expandir, proeminência, poder; jaia = conquista, vitória, triunfo, sucesso, coerção, restrição) – respiração onde os pulmões são completamente expandidos e o tórax se torna dilatado como o de um orgulhoso conquistador
1. Sente-se confortavelmente em sukhasana (pernas cruzadas) ou numa cadeira, com a coluna ereta, olhando para frente;
2. Durante uma expiração prolongada, murmure a palavra “haaaaa” de forma que esta respiração produza um ruído de leve fricção ao passar pelo palato (entre a boca e a garganta); é um som semelhante ao de embaçar um vidro, ou ainda o som que ouvimos no interior de uma concha.
3. Experimente fazer com os lábios abertos e quando estiver sentindo a vibração suave do som na parte de trás da garganta, passe a fazer a respiração de lábios fechados.
4. Sentindo facilidade, experimente produzir o mesmo som ao inspirar.
5. Complete o ciclo da respiração-inspiração – pausa com o ar nos pulmões e expiração – repetidas vezes. O tempo deve estabelecer uma proporção de 1–2–2, ou seja, se for inspirar em quatro segundos, retenha oito e exale oito segundos.
6. Esta prática deve ter a duração média de 15 minutos
Dicas importantes:
1. Observe se o som de sua respiração é seco como o vento e oco e não nasalado.
2. As narinas devem estar relaxadas (não puxe o ar com força, deixe a respiração acontecer naturalmente).
3. Algumas pessoas conseguem realizar esta respiração com facilidade, outras levam mais tempo para aprendê-la. No entanto, não desanime. Faça quantas respirações precisar com os lábios abertos até conseguir!
4. Não faça se estiver com irritações ou inflamações na garganta
1. Observe se o som de sua respiração é seco como o vento e oco e não nasalado.
2. As narinas devem estar relaxadas (não puxe o ar com força, deixe a respiração acontecer naturalmente).
3. Algumas pessoas conseguem realizar esta respiração com facilidade, outras levam mais tempo para aprendê-la. No entanto, não desanime. Faça quantas respirações precisar com os lábios abertos até conseguir!
4. Não faça se estiver com irritações ou inflamações na garganta
Efeitos benéficos deste pranayama:
1. Acalma a mente e os sentidos.
2. Traz leveza, bem-estar e tem efeito energizante.
3. Promove tranquilidade e, ao mesmo tempo, força para lidar com as adversidades da vida.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Respiro, logo emagreço
By Marise Berg
A respiração é a função mais urgente do nosso complexo organismo. É ela que nos provê energia vital (prãna). Podemos passar dias sem comer ou beber, mas, cinco minutos sem respirar são suficientes para dar um curto-circuito irremediável no organismo. O prãna (elemento Ar) flui criando movimento, pulsação, vibração e vida. A palavra espírito tem origem no latim “spiritus”, que literalmente significa respirar.
A Ayurveda (que significa "ciência da vida") entende que somos compostos de corpo físico, mente e consciência. Mente e consciência são termos abstratos enquanto a respiração é uma realidade fisiológica concreta. O estudo da consciência começa com o estudo da verdadeira ciência de respirar. A ciência de controle do prãna é conhecida como prãnãyãma, uma das áreas da Hatha Yoga.
No último congresso de Ayurveda, realizado em agosto de 2010 em São Paulo, foi apresentado um trabalho do Hospital Patanjali Yogpeeth (Haridwar, Índia), mostrando os efeitos da prática de prãnãyãmas na regulação do metabolismo, favorecendo o emagrecimento.
Como assim?
A etapa catabólica do metabolismo é o conjunto de reações químicas que acontece nas células, responsável pela transformação dos nutrientes ingeridos pela alimentação em energia livre (ATP).
Esse processo é bem complicado e envolve um monte de reações químicas, estimuladas por 26 enzimas diferentes, um monte de Carbonos, Hidrogênio, Fosfato e co-fatores como o Magnésio e a Tiamina que interagem sequencialmente, ou seja, o produto de uma reação é utilizado como reagente para a reação seguinte.
Na ponta inicial dessa “fila” de reações encontra-se o nutriente (Glicose), e na ponta final, “puxando” essa cadeia de reações, encontra-se um elemento fundamental, o “guia” da excursão: o Oxigênio!
Tudo o que empobrece o fornecimento de oxigênio para o organismo enfraquece e desacelera o metabolismo: o sedentarismo, o cigarro, a poluição, a Anemia Ferropriva, o estresse (que altera o fluxo da respiração tornando-a peitoral e superficial), obstrução nos seios da face e doenças obstrutivas das vias respiratórias.
Tudo o que enriquece o organismo com Oxigênio contribui para o bom funcionamento do metabolismo: exercícios aeróbicos, pranayamas (exercícios respiratórios), respirar ar puro, controle do estresse, limpeza dos seios da face (Jala Neti ou Nasya) e – muito importante – a dieta.
Os pranayamas que mais estimulam o metabolismo são o Suryabheda (rejuvenescedor), Kapãlabhãti, Ujjãi e o Bhastrika. Esses exercícios são muito simples, mas tão poderosos, que só devem ser praticados com a supervisão de um mestre ou de um especialista. Essa prática é contraindicada em caso de pressão alta.
Além do Oxigênio, três componentes dos alimentos – uma vitamina e dois minerais – são fundamentais na manutenção do metabolismo: a Tiamina (vitamina B1), o Ferro e o Magnésio.
A Tiamina (B1) – vitamina do complexo B – está presente na casca do arroz integral, da aveia, no milho, ervilhas, gérmen de trigo, sementes de girassol, leveduras e algumas frutas e verduras como o abacaxi, manjericão e o espinafre.
O ferro é essencial para a formação das células vermelhas que “carregam” oxigênio por todo o corpo. Esse mineral também é parte de algumas enzimas que tornam a energia disponível. Encontra-se ferro em vegetais folhosos verde-escuros, espinafre, couve, beterraba, damasco, ameixa, feijão, grão-de-bico e tofu. A ingestão de Vitamina C potencializa a absorção do ferro de origem vegetal.
Encontramos o magnésio na água (pura e fresca), iogurte natural, na clorofila, no gérmen de trigo, aveia, chocolate, em nozes, sementes de girassol, amêndoas, brócolis, quiabo, acelga, soja, tofu, damasco, laranja, figo, uva passa e coco.
Parece muito simples, mas, assim como a prática de pranayamas, a escolha da dieta deve ser orientada por um profissional especializado.
Há milênios os sábios mentores da Ayurveda e a Yoga nos ensinam a ter a consciência de que somos o resultado da síntese dos alimentos físicos e energéticos que ingerimos (oxigênio e impressões sensoriais), fornecedores do material necessário para o processo metabólico que nutre a vida. Como podemos perceber, a Nutrição Clínica não discorda desse ensinamento, só usa outra linguagem e outros métodos para chegar às mesmas conclusões.
O sobrepeso é construído por fatores concretos e sutis, físicos e mentais. Lidar com essa condição não deve ser encarado como uma batalha a ser lutada sob a pena de nos tornarmos inimigos de nós mesmos e, em seguida, dos outros. Ao invés disso, podemos desenvolver a consciência para aprendermos a transformar as nossas dificuldades em amigos que estão se apresentando para nos ajudar. Eles nos dão oportunidades pra compreender profundamente as causas das nossas dificuldades. Somente a partir da consciência podemos trilhar a transformação na direção da boa forma, do prazer de viver e da paz.
Referências Bibliográficas
SILVA, Sandra. Tratado de Alimentação, Nutrição e Dietoterapia. Roca, 2007.
JOHARI, Harish. Breath, mind and consciousness. Destiny Books, 1989.
SWAMI TIRTHA, Sadashiva. The Ayurveda encyclopedia. AHC Press, 2007.
Marise Berg - Terapeuta Ayurvédica dedicada à prática da Alimentação Natural Ayurvédica e de Rasayana (rejuvenescimento). Formada pela Escola Yoga Brahma Vidyalaya – Fundação Sri Vájera e Ciymam (curso creditado pela International Academy of Ayurveda – Índia); com extensões em Rasayana (rejuvenescimento) pela Kerala Ayurvedic Chikitsalayam – Pune, Índia; em Ayurveda pela Vishwanath Panchakarma Centre – Rishikesh, Índia; e em Nutrição Ayurvédica pela International Academy of Ayurveda – Pune, Índia. Atualmente cursando a graduação em Nutrição no Centro Integrado São Camilo, São Paulo.
E-mail: mariseberg@hotmail.com
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Sofrimento não é permanente
[...] Sabedoria, capacidade, amor e compaixão são aquilo com que já nascemos. Frustração, inveja, culpa, vergonha, ansiedade, cobiça, competitividade, e assim vai, são experiências que aprendemos, frequentemente através das influências da nossa cultura, família e amigos, sendo reforçadas pela experiência pessoal.
Yongey Mingyur RinpocheFonte: Samsara
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
É A HORA DE SOLTAR...
"Soltar é o poder de colocar um fim a tudo que é destrutivo e inútil. Não segurar nada do passado no coração. É a força de dizer 'não' para a negatividade. Soltar as expectativas que os outros têm de mim e que eu tenho deles. Soltar todas as crenças à minha identidade finita. Soltar as opiniões dos outros. Soltar os comportamentos destrutivos do eu e dos outros. Soltar o que 'acho' que sei e quem eu 'penso' que sou. Soltar requer coragem, perdão, confiança e pureza. Significa que minha vida começa de uma nova maneira a partir de agora."
Caroline Ward, Os oito poderes da shakti, Confluência, Novembro/Dezembro, 2000
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
PRANAYAM
" PRANAYAM "
Na verdade eles são diferentes: o direito representa o Sol, o esquerdo, a Lua.
Durante uma dor de cabeça, tente fechar a narina direita e usar a esquerda para respirar. Dentro de cerca de cinco minutos a dor de cabeça deve ir embora.
Se você se sente cansado, faço o contrário: feche a narina esquerda e respire pela direita. Num instante sentirá sua mente aliviada.
O lado direito pertence ao "quente" (Sol) por isso esquenta rapidamente, o esquerdo pertence ao "frio"(Lua)
A maior parte das mulheres repira com o lado esquerdo do nariz, então se resfriam rapidamente.
A maioria dos homens respira pela narina direita e isso os influencia.
Repare no momento em que acordamos, qual dos lados respira melhor , ou mais? Direito ou esquerdo?
Se for o esquerdo você se sentirá cansado.
Então, feche a narina esquerda e use a direita para respirar, você se sentirá aliviado rapidamente.
Isso pode e deve ser ensinado às crianças, mas é mais efetivo quando praticado por adultos.
Houve um tempo em que sofria de dores de cabeça literalmente todas as noites,ficando incapacitado para estudar
Ele tomava analgésicos , mas não funcionavam.
Ele decidiu tentar esta terapia de repiração: fechava a narina direita e respirava pela esquerda.
Em menos de uma semana sua dor de cabeça foi-se. Continuou o exercicio por um mes.
Essa terapia alternativa natural, sem medicamentos é algo em que ele tem experiência.
Então, por que não tentar?
Namasté!!
terça-feira, 27 de abril de 2010
É fácil viver sem carne?
O Yoga e o vegetarianismo estão tão próximos que é difícil separar um do outro. O vegetarianismo sempre foi proclamado na Índia como a forma mais adequada de se alimentar, sustentado por um dos princípios mais importantes da filosofia yóguica, o ahimsa (não-violência).
Ahimsa é a ética do hinduísmo, do jainismo e do budismo, que estabelece o respeito pela vida e exalta a importância evitarmos produzir sofrimento e dor aos outros seres, tanto física como emocionalmente. Esse mesmo princípio nos conduz a uma ação ativa de benevolência e compaixão por todas as criaturas viventes.
As Leis de Manu, um dos textos sagrados do hinduísmo, afirmam que "sem matar os seres vivos, a carne não pode ser utilizada, e como matar é contrário aos princípios de ahimsa, deve-se, então, renunciar o consumo de carne".
Já no Yoga Sutra, texto autorizado do Yoga do século III a.C., encontramos que "Estando (o yogue) firmemente estabelecido na não-violência, deixa de existir hostilidade e sua presença". II-35
Nos Corpos
Quando a carne é ingerida, ingere-se junto toda a adrenalina retida no músculo do animal, impregnada de medo e violência. Este medo mantém o homem em um contínuo estado reativo frente às situações da vida. Essa alteração bioquímica produz males físicos e psíquicos.
O constante estado de inquietude e medo torna-o muito sensível às vibrações mais terrenas que ativam o consumo de bebidas e outros hábitos autodestrutivos.
No corpo sutil, o consumo da carne estimula cobiça, ira, medo, luta e fuga e desejos inferiores da alma. O corpo astral do animal é muito forte e aquele que se alimenta de carne embrutece seu corpo emocional, tornando-o mais insensível às vibrações sutis e tênues da vida espiritual.
Na mente
A Chandogya Upanishad diz que a parte mais sutil do alimento forma a matéria mental, ou seja, nossa mente é formada por aquilo que comemos. Assim, o nível vibracional do alimento determina a qualidade dos nossos sentimentos e emoções.
A carne predispõe o homem a agir instintivamente, impulsionado pelo medo, aversão, raiva e outros sentimentos que impregnam os corpos mais sutis. O homem necessita manifestar a intuição e não o instinto, que é o elemento motivador do reino animal.
A carne é um alimento que se opõe à lei eterna da vida (dharma), é geradora e fruto de sofrimento dos maus tratos vividos pelo animal. Não é considerada um alimento adequado à vida espiritual e tampouco aos que desejam trilhar um caminho sustentado na benevolência e na paz. Seu consumo embrutece a natureza humana.
Na alma
A indústria pecuária, só no Brasil, produz cerca de 200 toneladas de excrementos por segundo. Os resíduos gerados por um rebanho de 10 mil cabeças de gado equivalem aos de uma cidade de 110 mil habitantes. Além disso, a pecuária é responsável por 18% das emissões de gases metanos que atuam diretamente no efeito estufa.
A quantidade de grãos usados para alimentar um boi é suficiente para alimentar 40 pessoas. Esse mesmo boi precisa de um a quatro hectares de terra para produzir em média 210 kg de carne. Com a mesma quantidade de terra e no mesmo tempo, poderiam ser produzidas 23 toneladas de trigo, 19 toneladas de arroz, 44 toneladas de batata e 56 toneladas de tomate.
Enfim, não justifica mais querermos comer carne ou manter a crença que a carne é necessária para a manutenção do corpo. Precisamos sair da esfera egoísta pessoal e começar a cuidar do planeta.
Hari OM
Maria Laura Garcia Packer
Professora de Yoga há 23 anos e vegetariana há 29 anos.
Autora dos livros Vegetarianismo - Sustentando a Vida e A Senda do Yoga - Filosofia, Prática e Terapêutica.
www.casadeyogashantiom.com.br
Ahimsa é a ética do hinduísmo, do jainismo e do budismo, que estabelece o respeito pela vida e exalta a importância evitarmos produzir sofrimento e dor aos outros seres, tanto física como emocionalmente. Esse mesmo princípio nos conduz a uma ação ativa de benevolência e compaixão por todas as criaturas viventes.
As Leis de Manu, um dos textos sagrados do hinduísmo, afirmam que "sem matar os seres vivos, a carne não pode ser utilizada, e como matar é contrário aos princípios de ahimsa, deve-se, então, renunciar o consumo de carne".
Já no Yoga Sutra, texto autorizado do Yoga do século III a.C., encontramos que "Estando (o yogue) firmemente estabelecido na não-violência, deixa de existir hostilidade e sua presença". II-35
Nos Corpos
Quando a carne é ingerida, ingere-se junto toda a adrenalina retida no músculo do animal, impregnada de medo e violência. Este medo mantém o homem em um contínuo estado reativo frente às situações da vida. Essa alteração bioquímica produz males físicos e psíquicos.
O constante estado de inquietude e medo torna-o muito sensível às vibrações mais terrenas que ativam o consumo de bebidas e outros hábitos autodestrutivos.
No corpo sutil, o consumo da carne estimula cobiça, ira, medo, luta e fuga e desejos inferiores da alma. O corpo astral do animal é muito forte e aquele que se alimenta de carne embrutece seu corpo emocional, tornando-o mais insensível às vibrações sutis e tênues da vida espiritual.
Na mente
A Chandogya Upanishad diz que a parte mais sutil do alimento forma a matéria mental, ou seja, nossa mente é formada por aquilo que comemos. Assim, o nível vibracional do alimento determina a qualidade dos nossos sentimentos e emoções.
A carne predispõe o homem a agir instintivamente, impulsionado pelo medo, aversão, raiva e outros sentimentos que impregnam os corpos mais sutis. O homem necessita manifestar a intuição e não o instinto, que é o elemento motivador do reino animal.
A carne é um alimento que se opõe à lei eterna da vida (dharma), é geradora e fruto de sofrimento dos maus tratos vividos pelo animal. Não é considerada um alimento adequado à vida espiritual e tampouco aos que desejam trilhar um caminho sustentado na benevolência e na paz. Seu consumo embrutece a natureza humana.
Na alma
A indústria pecuária, só no Brasil, produz cerca de 200 toneladas de excrementos por segundo. Os resíduos gerados por um rebanho de 10 mil cabeças de gado equivalem aos de uma cidade de 110 mil habitantes. Além disso, a pecuária é responsável por 18% das emissões de gases metanos que atuam diretamente no efeito estufa.
A quantidade de grãos usados para alimentar um boi é suficiente para alimentar 40 pessoas. Esse mesmo boi precisa de um a quatro hectares de terra para produzir em média 210 kg de carne. Com a mesma quantidade de terra e no mesmo tempo, poderiam ser produzidas 23 toneladas de trigo, 19 toneladas de arroz, 44 toneladas de batata e 56 toneladas de tomate.
Enfim, não justifica mais querermos comer carne ou manter a crença que a carne é necessária para a manutenção do corpo. Precisamos sair da esfera egoísta pessoal e começar a cuidar do planeta.
Hari OM
Maria Laura Garcia Packer
Professora de Yoga há 23 anos e vegetariana há 29 anos.
Autora dos livros Vegetarianismo - Sustentando a Vida e A Senda do Yoga - Filosofia, Prática e Terapêutica.
www.casadeyogashantiom.com.br
quinta-feira, 15 de abril de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
INTELIGÊNCIA ANTIESTRESSE (Por Madu Cabral)

O estresse não está mais restrito às pessoas que chegam em casa infelizes com seus trabalhos no fim do dia. Quem adora o que faz, tende a esquecer de suas necessidades e bem-estar, ocupa mais tempo e energia do que deveria e uma hora o estresse aparece.
O professor de Power Yoga, Anderson Allegro, diretor da Aliança do Yoga, dá soluções “yóguicas” para manter a calma e a saúde.
Com as exigências da vida moderna, como encontrar o limite entre eficiência e estresse?
O que caracteriza a eficiência é a capacidade de fazer algo sem esforço. Se existe esforço ou estresse é porque ainda não somos eficientes no que estamos tentando fazer. Por exemplo, para um chef de cozinha, cozinhar é algo simples, basta olhar o que tem na geladeira, combinar tudo e fazer um prato saboroso. Para alguém que não sabe cozinhar, esse processo será longo e tenso: sair para comprar ingredientes, processar tudo, cuidar do tempo que o alimento fica no fogo etc. Assim, para mim, eficiência e estresse se excluem mutuamente. Porém, mesmo se nos dedicamos a fazer apenas as coisas nas quais somos eficientes, é preciso prestar atenção no tempo que cada atividade leva e não se sobrecarregar. Mesmo o chef de cozinha, se tiver que fazer oito pratos em 15 minutos, poderá ficar estressado, pois o tempo que tem não será suficiente para a tarefa. Acho que um dos males da vida moderna é que nos tornamos eficientes em várias coisas e queremos fazê-las todas, mas nosso tempo continua sendo o mesmo de sempre: 24 horas.
Quais práticas e técnicas podem ajudar a estabelecer esse limite?
A Yoga Nidra (relaxamento profundo) é a técnica que diminui os níveis de estresse. Quando estamos equilibrados e conectados conosco, passamos a perceber quando forçamos nossa natureza para realizar algo e o nível de exigência daquela tarefa. A clareza mental dada pela Yoga Nidra, e amplificada pela meditação, nos permite refletir e fazer escolhas melhores. Podemos focar naquilo que somos eficientes e deixar de nos esforçar tanto.
Anderson Allegro é professor de Yoga há mais de 20 anos e biólogo. Estuda e ensina essa disciplina desde os 18 anos e viajou à Índia várias vezes para aprimorar-se. Aprendeu Ashtanga Yoga com Baptiste Marceau, professor francês, discípulo de Pattabhi Jois e participou do Planet Yoga Teacher Training com Leeann Carey em Hermosa Beach, Califórnia. Tem feito palestras sobre Yoga em encontros de professores e praticantes de Yoga em Florianópolis e São Paulo. Atualmente, dirige o Aruna Yoga, onde ministra o Curso Livre para Formação de Instrutores de Power Yoga há mais de dez anos. É o criador e apresentador do DVD POWER YOGA, volume 1 e 2, da Editora Qualidade de Vida. É diretor e um dos idealizadores da Aliança do Yoga. http://www.arunayoga.com.br/
O professor de Power Yoga, Anderson Allegro, diretor da Aliança do Yoga, dá soluções “yóguicas” para manter a calma e a saúde.
Com as exigências da vida moderna, como encontrar o limite entre eficiência e estresse?
O que caracteriza a eficiência é a capacidade de fazer algo sem esforço. Se existe esforço ou estresse é porque ainda não somos eficientes no que estamos tentando fazer. Por exemplo, para um chef de cozinha, cozinhar é algo simples, basta olhar o que tem na geladeira, combinar tudo e fazer um prato saboroso. Para alguém que não sabe cozinhar, esse processo será longo e tenso: sair para comprar ingredientes, processar tudo, cuidar do tempo que o alimento fica no fogo etc. Assim, para mim, eficiência e estresse se excluem mutuamente. Porém, mesmo se nos dedicamos a fazer apenas as coisas nas quais somos eficientes, é preciso prestar atenção no tempo que cada atividade leva e não se sobrecarregar. Mesmo o chef de cozinha, se tiver que fazer oito pratos em 15 minutos, poderá ficar estressado, pois o tempo que tem não será suficiente para a tarefa. Acho que um dos males da vida moderna é que nos tornamos eficientes em várias coisas e queremos fazê-las todas, mas nosso tempo continua sendo o mesmo de sempre: 24 horas.
Quais práticas e técnicas podem ajudar a estabelecer esse limite?
A Yoga Nidra (relaxamento profundo) é a técnica que diminui os níveis de estresse. Quando estamos equilibrados e conectados conosco, passamos a perceber quando forçamos nossa natureza para realizar algo e o nível de exigência daquela tarefa. A clareza mental dada pela Yoga Nidra, e amplificada pela meditação, nos permite refletir e fazer escolhas melhores. Podemos focar naquilo que somos eficientes e deixar de nos esforçar tanto.
Anderson Allegro é professor de Yoga há mais de 20 anos e biólogo. Estuda e ensina essa disciplina desde os 18 anos e viajou à Índia várias vezes para aprimorar-se. Aprendeu Ashtanga Yoga com Baptiste Marceau, professor francês, discípulo de Pattabhi Jois e participou do Planet Yoga Teacher Training com Leeann Carey em Hermosa Beach, Califórnia. Tem feito palestras sobre Yoga em encontros de professores e praticantes de Yoga em Florianópolis e São Paulo. Atualmente, dirige o Aruna Yoga, onde ministra o Curso Livre para Formação de Instrutores de Power Yoga há mais de dez anos. É o criador e apresentador do DVD POWER YOGA, volume 1 e 2, da Editora Qualidade de Vida. É diretor e um dos idealizadores da Aliança do Yoga. http://www.arunayoga.com.br/
Uma entrevista com Deepak Chopra, autor de mais de 55 livros, médico mundialmente reconhecido na área de cura do corpo e mente.Por Madu Cabral
1. Quais são os principais hábitos que temos hoje em dia que impactam negativamente nossa saúde?
De acordo com Ayurveda (a ciência da vida) para os seres humanos serem realmente saudáveis precisamos viver de acordo com os ritmos da natureza, mas estamos cada vez mais desconectados destes ritmos. Para satisfazer nossos egos, precisamos sempre de mais poder e controle. Este é um círculo vicioso que vai se acentuando e a cada dia estamos mais desconectados de nosso ser. Portanto, temos que voltar à natureza e ao silêncio, precisamos transferir o nosso ponto de referência do exterior, do mundo material, para o nosso coração espiritual.
2. Como Yoga e Ayurveda podem beneficiar a nossa saúde?
Yoga e Ayurveda são ciências irmãs, que caminham juntas em prol do bem estar da humanidade. Yoga é o caminho da autorrealização. Ayurveda é o caminho para se obter uma boa saúde. O Ayurveda vê a vida como um intercâmbio de energia e de informação entre os indivíduos e meio em que vivem. Se nosso ambiente nos dá frutos e atmosfera agradáveis, nós prosperamos; se o nosso ambiente nos oferece desconforto e toxinas, nós definhamos. O Yoga integra nossos três corpos: físico, sutil e causal. Fortalece nosso corpo físico, equilibra o corpo sutil, nos centrando para entrarmos em contato com o corpo causal, alinhando nossa realidade material com nossa realidade virtual. Neste alinhamento acessamos o campo da potencialidade pura que permite que cada um de nós tenha uma vida saudável e próspera.
3. Como meditação e pranayama podem influenciar nossa saúde e nosso estado de espírito?
Pela primeira vez na história da humanidade a ciência está experimentando a espiritualidade. Quando controlamos o prana (energia vital), somos capazes de controlar nossa mente. Por meio de pranayamas (exercícios respiratórios) equilibramos as emoções, controlamos os pensamentos, fortalecemos o sistema endócrino e imunológico, criando energia que flui em nosso corpo. A meditação nos ensina a aquietar a mente, abrindo espaços silenciosos entre os pensamentos, nos ajuda a avançar no autoconhecimento e autodesenvolvimento.
4. Como podemos encontrar paz interior? O sr. poderia nos dar alguns conselhos práticos e exercícios?
O campo da potencialidade pura é a paz! É um lugar onde não há estresse, dor ou sofrimento e que devemos "visitar" todos os dias. Temos de aprender a aquietar nossas mentes e a viver no momento presente. Esta paz permanecerá em nós, mesmo em meio ao caos, mesmo em situações desafiadoras em nossas vidas.
Em relação aos conselhos práticos, acredito que professores de Yoga podem conduzir seus alunos em pequenas meditações guiadas como: “Sente-se confortavelmente, mantendo a sua coluna em posição ereta. Feche os olhos e leve a sua atenção no momento presente, sem julgamento ou sem qualquer expectativa. Apenas viva este momento. Agora observe sua respiração. Lentamente inspire e expire. Sinta o prana entrar pelas suas narinas e, em seguida, perceba o ar saindo suave e fluidamente. Este processo é natural. Evite controlar, apenas vivencie sua respiração. Se os pensamentos surgirem, basta voltar sua atenção para sua respiração. Vivencie e aprecie este momento por pelo menos dez minutos”. Lentamente, você se acostuma a este exercício. À medida que ele se torna natural e se sinta mais confortável, aumente o tempo de prática
5. Como esta paz interior influencia o nosso meio?
O Universo é um enorme vazio cheio de fótons que vibram permanentemente. Quando pensamos, todos nossos pensamentos são projetados nestes fótons. Isto significa que todos nossos pensamentos de raiva, medo, ressentimento, ficam alojados nestes fótons. Desta forma, todo o Universo vibra nesta frequência de raiva, medo, ressentimento, influenciando-nos com essas emoções que são muito comuns. Se formos capazes de sentir a paz em nossos corações todo o Universo vibrará em paz novamente. Todo o ser humano receberá as vibrações de paz, harmonia, amor e felicidade.
6. O que um grande grupo em meditação pode fazer pelo mundo?
Uma pessoa sozinha em meditação não é capaz de fazer muito pelo mundo. Mas, se formos capazes de reunir pessoas que querem se transformar, pessoas que realmente desejam conectar-se com os seus espíritos e alcançar paz interior, seremos fortes o suficiente para iniciar uma mudança na vibração do universo. Da violência à paz, cada um de nós é responsável por criar um mundo melhor.
Deepak Chopra é o idealizador de um movimento mundial pela paz, com mais de 20 mil participantes. Faça parte, acesse http://itakethevow.com/.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Yoga e corrida têm muito em comum

O Yoga pode revolucionar os treinos de um corredor. E o praticante de Yoga ganha benefícios ao combinar asanas, pranayamas e meditação com a corrida
Pode soar esquisito, mas o Yoga e a corrida têm muito em comum. Ambos desenvolvem prática, agilidade, flexibilidade e métodos respiratórios. Corredores tendem a enxergar a corrida como uma missão, pois desafiam suas limitações físicas e superam expectativas pessoais, desenvolvendo disciplina e autocontrole. “Por isso a ciência milenar do Yoga beneficia o corredor do século 21”, afirma Greta Hill, professora de Anusara Yoga da Califórnia radicada no Brasil. Durante um workshop sobre Yoga & corrida realizado no estúdio Yoga Flow em São Paulo, Greta apresentou uma seqüência dinâmica de posturas e exercícios respiratórios do Yoga para melhorar a flexibilidade do atleta, prevenir lesões, aumentar a concentração, estamina – resistência – e desenvolver consciência corporal, força e coordenação. Exatamente o que o corredor precisa para alcançar seus objetivos.
A corrida também ajuda na prática de Yoga – não tanto quanto na mão inversa, pelo fato de o Yoga já ser uma atividade completa, mas é bem válida para alguns casos. Aulus Sellmer, diretor técnico da assessoria esportiva 4any1 e praticante de Power Yoga, afirma que a corrida é extremamente benéfica para yogis, pois aprimora a condição cardiovascular do praticante. O treino aeróbio da corrida melhora a execução dos movimentos dinâmicos de um estilo vigoroso de Yoga como o Ashtanga Vinyasa. Ou ainda, como lembra Charlie Barnett, fundador do Yoga Flow, a corrida pode ser um ótimo complemento aeróbio para praticantes de métodos sem muito fluxo, mais baseados na permanência de posturas. “Na época em que eu praticava Iyengar, saía do estúdio de Yoga e ia direto correr no parque. Sentia-me completo com essa combinação”, diz.
Sellmer enfatiza a questão da concentração, bastante trabalhada no Yoga. Segundo ele, também é possível atingir um estado de concentração por meio da corrida: no momento em que pernas e músculos fluem sem qualquer esforço, as ondas cerebrais trabalham em uma freqüência baixa conhecida como zona alfa. Nesse estado, o corpo apresenta um estado de equilíbrio entre o consumo e a produção de oxigênio, proporcionando relaxamento. Ele sugere que corredores utilizem o Yoga para aprimorar a concentração e atingir a zona alfa com mais facilidade.
Charlie também teve essa sensação fora da teoria: “Chega uma hora na corrida que é mesmo como entrar em meditação, você não sente e não pensa em mais nada”. Natália Yudenitsch, jornalista, explora a fundo os benefícios da combinação de corrida com Yoga. Praticante de Yoga há quatro anos e corredora há dois, faz Ashtanga Vinyasa cinco vezes por semana e corre quatro, com Cris de Carvalho, diretora técnica do Projeto Mulher. “É uma combinação perfeita, porque a corrida melhora a capacidade aeróbia e cardiovascular, dá resistência, enquanto o Yoga desenvolve concentração, força e flexibilidade”.
Natália costumava fazer musculação, mas como o Yoga fornece o treinamento funcional, fica despreocupada quanto ao risco de lesões. Já participou de diversas provas de 10 k e no momento se prepara para a meia-maratona de São Paulo, em abril. Outra vantagem da corrida para praticantes de Yoga: os treinos tiram a responsabilidade do Yoga de exercer o papel “mundano” de compensar os abusos da vida moderna. Com a corrida, a prática de Yoga fica mais pura em seus objetivos. Em palavras mais simples e diretas, quem corre livra-se de pensamentos como “será que queimei as calorias do sorvete de ontem nesse vinyasa?” ou “espero que esse asana ajude a enrijecer as pernas”. Claro, é possível ter todos esses benefícios com prática regular das posturas, mas os objetivos
finais do Yoga vão muito além disso.
Teoria Aplicada
A filosofia do Yoga e a psicologia do esporte têm tanto o sankalpa – intenção – como dharana, concentração. No Yoga, não é nenhuma novidade usar o poder da mente. Mas depois que a tecnologia aplicada ao esporte evoluiu, os esportistas ganharam uma estrutura física melhor e mais nivelada. Então os especialistas começaram a acreditar na mente como o diferencial de um atleta. Ela pode aumentar a autoconfiança, concentração e assim, o rendimento no esporte.
A prática de concentração ajuda o atleta em todo aspecto de sua vida. Cyndi Lee, fundadora do estúdio Om em Nova York, afirma que no Yoga, os desafios estão sempre no caminho da prática e têm de ser bem-vindos, pois só assim o crescimento acontece. A transformação ocorre no limite. Tanto no Yoga quanto nos treinos de corrida, tem de haver equilíbrio entre tapas, que é o esforço sobre si próprio, e santosha, o contentamento, aceitação e capacidade de rendição. Segundo Swami Satchidananda, a prática de Yoga é como uma corrida de obstáculos. Eles estão lá para entendermos nossa capacidade. Todos temos esta força, mas parece que não a conhecemos. Precisamos ser desafiados e testados para que entendamos nossas próprias capacidades.
Na filosofia védica, é preciso ter equilíbrio entre o esforço e a rendição, e isso se aplica à rotina de treinos diários de corrida. Todo dia é um dia diferente. A energia da corrida flutua, assim logo é possível intuir como está a energia do dia. A energia é uma consciência que se aplica em prol da eficiência, mas é preciso suar a camisa! Pattabhi Jois afirma que o Yoga é 99% de prática e 1% de teoria (embora isso possa sercompreendido de várias maneiras, e até mesmo mal interpretado). Os asanas preparam o corpo para a “maratona” dos yogis, o mais elevado nível que se atinge: sentar-se em meditação. No caminho até esse objetivo, o praticante evolui sua prática de posturas e se aprofunda nos exercícios respiratórios.
De fato, corredores sabem que a melhoria na respiração é vital para o sucesso. O aumento de capacidade aeróbia traz maior liberdade de movimentos e prazer de realizar atividades físicas. Tensão representa queda no rendimento do atleta, portanto, uma respiração consciente é a chave para reduzir a tensão a níveis saudáveis. Exercícios de pranayamas – respiratórios – acalmam o sistema nervoso, tonificam os pulmões e relaxam o corpo inteiro. Corredores com alto nível de VO2 máx – índice que mede o volume máximo que uma pessoa é capaz de absorver de oxigênio em um minuto – bombeiam rapidamente o sangue rico em oxigênio para trabalhar os músculos. O máximo de oxigênio consumido é uma variável psicológica crucial para determinar a performance e resistência do corredor. Com o condicionamento dos asanas e pranayamas, é perceptível a quantidade de sangue fresco percorrendo o corpo.
Uma prática para combinar com a corrida
A partir de um condicionamento consistente e sistemático, é possível fortalecer e exigir mais de todos os grupos de músculos, que suportam e estabilizam o sistema esquelético. Isso pode de fato compensar os efeitos de treinos repetitivos do corredor. As posturas especialmente prescritas para esse fim por Greta Hill favorecem o alongamento, flexibilidade e equilíbrio fisiológico. Para uma prática combinada com corrida, comece com 3 a 5 Saudações ao Sol A (veja nossos vídeos, fotos e instruções no canal Asanas).
Yoga para ouvir o corpo
O Yoga ensina o praticante a cultivar a sabedoria do corpo, a confiança e conhecer seus limites. Assim que desenvolvida a habilidade de entender como o próprio organismo funciona, é possível receber e responder mensagens que o corpo envia. Essa questão é particularmente importante para o corredor, já que o organismo produz muita endorfina, substância produzida pelo mesmo que atenua a sensibilidade à dor e provoca a sensação de bem-estar. Esse “sentir-se bem” químico mascara a dor e isso pode causar lesões. Fique atento: em um percurso de 1.600 m, os pés tocam o chão mil vezes, o que representa três a quatro vezes o peso do corpo. Por isso, para compensar a tensão, os corredores experimentam desequilíbrios que comprometem as articulações e os músculos saem prejudicados. Músculos não alongados inibem o movimento das juntas, aumentando a possibilidade de lesões.
Pode soar esquisito, mas o Yoga e a corrida têm muito em comum. Ambos desenvolvem prática, agilidade, flexibilidade e métodos respiratórios. Corredores tendem a enxergar a corrida como uma missão, pois desafiam suas limitações físicas e superam expectativas pessoais, desenvolvendo disciplina e autocontrole. “Por isso a ciência milenar do Yoga beneficia o corredor do século 21”, afirma Greta Hill, professora de Anusara Yoga da Califórnia radicada no Brasil. Durante um workshop sobre Yoga & corrida realizado no estúdio Yoga Flow em São Paulo, Greta apresentou uma seqüência dinâmica de posturas e exercícios respiratórios do Yoga para melhorar a flexibilidade do atleta, prevenir lesões, aumentar a concentração, estamina – resistência – e desenvolver consciência corporal, força e coordenação. Exatamente o que o corredor precisa para alcançar seus objetivos.
A corrida também ajuda na prática de Yoga – não tanto quanto na mão inversa, pelo fato de o Yoga já ser uma atividade completa, mas é bem válida para alguns casos. Aulus Sellmer, diretor técnico da assessoria esportiva 4any1 e praticante de Power Yoga, afirma que a corrida é extremamente benéfica para yogis, pois aprimora a condição cardiovascular do praticante. O treino aeróbio da corrida melhora a execução dos movimentos dinâmicos de um estilo vigoroso de Yoga como o Ashtanga Vinyasa. Ou ainda, como lembra Charlie Barnett, fundador do Yoga Flow, a corrida pode ser um ótimo complemento aeróbio para praticantes de métodos sem muito fluxo, mais baseados na permanência de posturas. “Na época em que eu praticava Iyengar, saía do estúdio de Yoga e ia direto correr no parque. Sentia-me completo com essa combinação”, diz.
Sellmer enfatiza a questão da concentração, bastante trabalhada no Yoga. Segundo ele, também é possível atingir um estado de concentração por meio da corrida: no momento em que pernas e músculos fluem sem qualquer esforço, as ondas cerebrais trabalham em uma freqüência baixa conhecida como zona alfa. Nesse estado, o corpo apresenta um estado de equilíbrio entre o consumo e a produção de oxigênio, proporcionando relaxamento. Ele sugere que corredores utilizem o Yoga para aprimorar a concentração e atingir a zona alfa com mais facilidade.
Charlie também teve essa sensação fora da teoria: “Chega uma hora na corrida que é mesmo como entrar em meditação, você não sente e não pensa em mais nada”. Natália Yudenitsch, jornalista, explora a fundo os benefícios da combinação de corrida com Yoga. Praticante de Yoga há quatro anos e corredora há dois, faz Ashtanga Vinyasa cinco vezes por semana e corre quatro, com Cris de Carvalho, diretora técnica do Projeto Mulher. “É uma combinação perfeita, porque a corrida melhora a capacidade aeróbia e cardiovascular, dá resistência, enquanto o Yoga desenvolve concentração, força e flexibilidade”.
Natália costumava fazer musculação, mas como o Yoga fornece o treinamento funcional, fica despreocupada quanto ao risco de lesões. Já participou de diversas provas de 10 k e no momento se prepara para a meia-maratona de São Paulo, em abril. Outra vantagem da corrida para praticantes de Yoga: os treinos tiram a responsabilidade do Yoga de exercer o papel “mundano” de compensar os abusos da vida moderna. Com a corrida, a prática de Yoga fica mais pura em seus objetivos. Em palavras mais simples e diretas, quem corre livra-se de pensamentos como “será que queimei as calorias do sorvete de ontem nesse vinyasa?” ou “espero que esse asana ajude a enrijecer as pernas”. Claro, é possível ter todos esses benefícios com prática regular das posturas, mas os objetivos
finais do Yoga vão muito além disso.
Teoria Aplicada
A filosofia do Yoga e a psicologia do esporte têm tanto o sankalpa – intenção – como dharana, concentração. No Yoga, não é nenhuma novidade usar o poder da mente. Mas depois que a tecnologia aplicada ao esporte evoluiu, os esportistas ganharam uma estrutura física melhor e mais nivelada. Então os especialistas começaram a acreditar na mente como o diferencial de um atleta. Ela pode aumentar a autoconfiança, concentração e assim, o rendimento no esporte.
A prática de concentração ajuda o atleta em todo aspecto de sua vida. Cyndi Lee, fundadora do estúdio Om em Nova York, afirma que no Yoga, os desafios estão sempre no caminho da prática e têm de ser bem-vindos, pois só assim o crescimento acontece. A transformação ocorre no limite. Tanto no Yoga quanto nos treinos de corrida, tem de haver equilíbrio entre tapas, que é o esforço sobre si próprio, e santosha, o contentamento, aceitação e capacidade de rendição. Segundo Swami Satchidananda, a prática de Yoga é como uma corrida de obstáculos. Eles estão lá para entendermos nossa capacidade. Todos temos esta força, mas parece que não a conhecemos. Precisamos ser desafiados e testados para que entendamos nossas próprias capacidades.
Na filosofia védica, é preciso ter equilíbrio entre o esforço e a rendição, e isso se aplica à rotina de treinos diários de corrida. Todo dia é um dia diferente. A energia da corrida flutua, assim logo é possível intuir como está a energia do dia. A energia é uma consciência que se aplica em prol da eficiência, mas é preciso suar a camisa! Pattabhi Jois afirma que o Yoga é 99% de prática e 1% de teoria (embora isso possa sercompreendido de várias maneiras, e até mesmo mal interpretado). Os asanas preparam o corpo para a “maratona” dos yogis, o mais elevado nível que se atinge: sentar-se em meditação. No caminho até esse objetivo, o praticante evolui sua prática de posturas e se aprofunda nos exercícios respiratórios.
De fato, corredores sabem que a melhoria na respiração é vital para o sucesso. O aumento de capacidade aeróbia traz maior liberdade de movimentos e prazer de realizar atividades físicas. Tensão representa queda no rendimento do atleta, portanto, uma respiração consciente é a chave para reduzir a tensão a níveis saudáveis. Exercícios de pranayamas – respiratórios – acalmam o sistema nervoso, tonificam os pulmões e relaxam o corpo inteiro. Corredores com alto nível de VO2 máx – índice que mede o volume máximo que uma pessoa é capaz de absorver de oxigênio em um minuto – bombeiam rapidamente o sangue rico em oxigênio para trabalhar os músculos. O máximo de oxigênio consumido é uma variável psicológica crucial para determinar a performance e resistência do corredor. Com o condicionamento dos asanas e pranayamas, é perceptível a quantidade de sangue fresco percorrendo o corpo.
Uma prática para combinar com a corrida
A partir de um condicionamento consistente e sistemático, é possível fortalecer e exigir mais de todos os grupos de músculos, que suportam e estabilizam o sistema esquelético. Isso pode de fato compensar os efeitos de treinos repetitivos do corredor. As posturas especialmente prescritas para esse fim por Greta Hill favorecem o alongamento, flexibilidade e equilíbrio fisiológico. Para uma prática combinada com corrida, comece com 3 a 5 Saudações ao Sol A (veja nossos vídeos, fotos e instruções no canal Asanas).
Yoga para ouvir o corpo
O Yoga ensina o praticante a cultivar a sabedoria do corpo, a confiança e conhecer seus limites. Assim que desenvolvida a habilidade de entender como o próprio organismo funciona, é possível receber e responder mensagens que o corpo envia. Essa questão é particularmente importante para o corredor, já que o organismo produz muita endorfina, substância produzida pelo mesmo que atenua a sensibilidade à dor e provoca a sensação de bem-estar. Esse “sentir-se bem” químico mascara a dor e isso pode causar lesões. Fique atento: em um percurso de 1.600 m, os pés tocam o chão mil vezes, o que representa três a quatro vezes o peso do corpo. Por isso, para compensar a tensão, os corredores experimentam desequilíbrios que comprometem as articulações e os músculos saem prejudicados. Músculos não alongados inibem o movimento das juntas, aumentando a possibilidade de lesões.
Saudação ao Sol A
Saudação ao Sol B
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Supere a Exaustão
Concentração em Movimento
A corrida já foi comparada com um tipo de meditação em movimento e muitos corredores dizem que atingem um estágio meditativo.
Geralmente os corredores se referem a “estar na zona”; Nesse estado, a mente chega a um ponto de ondas alfa que freqüentemente estão presentes na meditação.
Na corrida (principalmente as de longas distancias), utilizamos esse estado mental meditativo para ir mais além e para tirar o foco das dores e desconfortos.
Então, o Yoga nos sugere repetir frases mentalmente que motivem e que ajudem a nos concentrar durante a corrida.
Existem opiniões diferentes alegando que a corrida é um tipo de concentração ( e não meditação) em movimento.
Deixando-se a polemica de lado, o importante é reconhecermos que nas corridas de longas distancias (grandes desafios) a concentração o tempo todo é fundamental para alcançarmos um bom resultado, resistindo assim, as dores e incômodos provocados por longos períodos em movimento de alto impacto.
Fonte: Prana Yoga Journal, Abril 2009
Supere a exaustão
Um novo estudo publicado no periódico Journal of Aplieed Sport Psychology mostra como Maratonistas vencem o cansaço:
1. Tenha pensamentos Dissociativos: Pense em outras coisas. Cante, reze, olhe para a platéia. Mas distração nem sempre funciona, pois você precisa de muito esforço mental para bloquear a dor, afirma o autor do estudo (Mathew Buman da Universidade da Flórida).
A corrida já foi comparada com um tipo de meditação em movimento e muitos corredores dizem que atingem um estágio meditativo.
Geralmente os corredores se referem a “estar na zona”; Nesse estado, a mente chega a um ponto de ondas alfa que freqüentemente estão presentes na meditação.
Na corrida (principalmente as de longas distancias), utilizamos esse estado mental meditativo para ir mais além e para tirar o foco das dores e desconfortos.
Então, o Yoga nos sugere repetir frases mentalmente que motivem e que ajudem a nos concentrar durante a corrida.
Existem opiniões diferentes alegando que a corrida é um tipo de concentração ( e não meditação) em movimento.
Deixando-se a polemica de lado, o importante é reconhecermos que nas corridas de longas distancias (grandes desafios) a concentração o tempo todo é fundamental para alcançarmos um bom resultado, resistindo assim, as dores e incômodos provocados por longos períodos em movimento de alto impacto.
Fonte: Prana Yoga Journal, Abril 2009
Supere a exaustão
Um novo estudo publicado no periódico Journal of Aplieed Sport Psychology mostra como Maratonistas vencem o cansaço:
1. Tenha pensamentos Dissociativos: Pense em outras coisas. Cante, reze, olhe para a platéia. Mas distração nem sempre funciona, pois você precisa de muito esforço mental para bloquear a dor, afirma o autor do estudo (Mathew Buman da Universidade da Flórida).
2. Mude o Pensamento: Não pense: “Tanto esforço e ainda faltam 10 quilômetros”. No lugar, pense: “Já corri 34 quilômetros. Estou perto do fim”. Se perceber que não vai atingir a meta de tempo, estabeleça uma nova, mais realista. Muitos corredores repetem um mantra positivo ou visualizam a vitória.
3. Controle as Emoções: Ansiedade, frustração , vergonha e depressão são comuns no auge da exaustão. Relaxe, ignore o ritmo e curta os aspectos não competitivos da corrida. Experimente correr com um amigo ou um grupo. Alguns corredores relataram que falar sobre seus sentimentos ajudou a processar as emoções e manter uma postura positiva.
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